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Pensamento computacional: muito além da habilidade matemática

20/03/23

Professora Mônica Mandaji propõe aplicação em atividades práticas para demonstrar importância do desenvolvimento

 

Ao pensar no termo “pensamento computacional”, qual é a primeira imagem a vir à mente? Talvez um computador ou algum recurso tecnológico – celulares, tablets, relógios inteligentes ou outro?

É quase impossível não ligar o termo às novas e variadas tecnologias que vemos surgir diariamente. Mas é importante lembrar que o pensamento computacional está ligado ao raciocínio lógico, habilidade que existe muito antes da criação do primeiro computador. 

 

Da teoria para a prática

Desenvolver o pensamento computacional passou a ser uma demanda que vai muito além dos profissionais da computação. Essa competência se trata de uma forma de pensar propriamente dita e que pode ser aplicada ao aprendizado em diferentes áreas do conhecimento.

No sistema educacional brasileiro, essa necessidade se torna muito mais latente. Isso porque a maior parte dos estudantes não apresenta o nível de proficiência esperado para a idade, como mostram o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). 

Iniciativas práticas demonstram que, com a estratégia certa, é possível que o aluno coloque esta abordagem em prática. Com a consciência de que a aplicação do pensamento computacional pode ser feita em situações habituais em sala de aula e até mesmo por meio de recursos analógicos, já é possível pensar em estratégias nesse sentido. 

Leia mais: Sílvio Meira: Pensamento computacional deve fazer parte do currículo da mesma forma que a matemática

 

Webinar: Pensamento Computacional

Mônica Mandaji é doutora em Educação pela PUC-SP, mestre em Ciências da Comunicação pela USP e graduada em Comunicação Social pela UNISANTOS. Ela está à frente do Instituto Conhecimento para Todos – IK4T, que atua na formação de professores e educadores para a inserção das TDICs ao currículo com olhar na cultura digital.

Com amplo repertório no assunto, a professora conduziu, no dia 15 de março, um webinar no canal da Fundação Telefônica Vivo no Youtube sobre pensamento computacional, dedicado especialmente a educadores. Os participantes foram apresentados, logo no início, a um desafio que percorreu toda a transmissão do evento on-line e que para ser resolvido precisou da metodologia em destaque.

A professora apresentou um panorama sobre a aplicação do pensamento computacional na atualidade e no futuro. Segundo ela, ele já faz parte das competências exigidas na educação e no mercado de trabalho. Além disso, é essencial às futuras profissões, inclusive àquelas que ainda não foram inventadas já que, no século XXI, a capacidade de resolver problemas é uma das mais valorizadas.

O conjunto de estratégias é dividido em decomposição, reconhecimento de padrões, abstração e algoritmos. Com esses conceitos em mente, foi possível passar para as atividades práticas envolvendo essa habilidade, no geral muito relacionada com raciocínio lógico e matemático. Durante o webinar, todos puderam testar suas próprias formas de pensar.

 

Preparar para aplicar 

Que o século XXI exige e vai exigir cada vez mais um pensamento crítico e apurado, você já sabe. Portanto, não há momento melhor para trazer o pensamento computacional para sala de aula do que agora. Assim, os alunos são contextualizados e passam a desenvolver as capacidades principais para seu próprio futuro potencial.

O curso Introdução ao Pensamento Computacional tem como objetivo apresentar os educadores ao conceito teórico e trazer formas práticas de introduzi-lo na sala de aula, de maneira a priorizar a investigação, a aprendizagem criativa e a resolução de problemas. 

A partir de uma série de recursos lúdicos e tecnológicos, você vai entender como o desenvolvimento do pensamento computacional contribui para a aprendizagem. Além disso, vai colocar a mão na massa e aplicar essa abordagem nas suas práticas pedagógicas. 

O curso tem 10 horas de carga horária e é autoformativo, ou seja, sem mediação. A formação pode ser encaixada na sua rotina e colaborar desde a primeira aula para a inovação das suas aulas! Inscreva-se e comece agora mesmo.

 

Agora que você entendeu o que é, de fato, pensamento computacional, pode partir para a sua aplicação. Já sabe qual vai ser o seu primeiro passo? Comente aqui e compartilhe conosco!

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