Educação inclusiva: como colocar em prática?

11/04/23

Entender o conceito, propor mudanças e iniciar ações práticas é o caminho para transformar a inclusão em realidade na escola

 

Incluir em sala de aula significa olhar para a individualidade de cada estudante, de forma a igualar as oportunidades entre grupos mais ou menos favorecidos. A partir de ações e iniciativas nesse sentido, é possível promover o convívio com as diferenças e extrair de cada indivíduo o seu máximo potencial.

No entanto, é importante que a inclusão não seja confundida com a integração, que parte de um princípio capacitista e acaba por gerar ações excludentes entre os estudantes. Exemplo disso são as salas de aula e escolas especiais para crianças e jovens com deficiência, que os limita e restringe do convívio social e impede que, assim como os demais estudantes, eles possam aprender a conviver com as diferenças.

Nos últimos anos, foi possível entender como adaptar metodologias educacionais e conteúdos a um novo contexto, devido à pandemia de Covid-19. Por que não trazer essa habilidade para promover a inclusão na educação?

 

Um grande passo para a inclusão

Um dos maiores avanços quando o assunto é inclusão na escola foi a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), aprovada em 2015. Sua instituição veio para garantir a educação para todas as pessoas com deficiência nas escolas públicas brasileiras. Mais do que promover acesso, a determinação contribui para o estabelecimento de turmas mistas e, de fato, inclusivas.

Apesar de considerar a possibilidade de matrículas de estudantes com deficiência em escolas especializadas, a LBI determina a matrícula em qualquer escola da rede regular de ensino e coloca para o Estado a responsabilidade de investir em infraestrutura e capacitação de professores. Além disso, impede a cobrança de taxas adicionais em instituições privadas.

Iniciativas como essa se refletem em dados concretos. O Anuário Brasileiro da Educação Básica, lançado em 2021, mostrou que entre 2010 e 2020, as matrículas de crianças e jovens de quatro a 17 anos com deficiência, transtornos do espectro autista e altas habilidades ou superdotação passou de 702,6 mil para 1,3 milhão, quase o dobro. Essa mudança também reflete a busca por uma das metas do Plano Nacional de Educação.

Por outro lado, ainda existem impasses que impedem a inclusão total de alunos com deficiência nas escolas, como a falta de estrutura adequada. Ainda de acordo com o Anuário, apenas 63,2% das escolas na zona urbana têm banheiros adaptados, por exemplo. Na zona rural, essa porcentagem é reduzida pela metade: 31,2%. Ou seja, o avanço para a inclusão é um processo que ainda reflete as desigualdades sociais do Brasil.

Leia mais: Como a tecnologia ajuda a educação a promover diversidade e inclusão?

 

Inclusão na prática

A Turma do Jiló é uma organização da sociedade civil que surgiu com o propósito de incluir pessoas com deficiência a partir da educação. Esse objetivo inicial é transformado em ações práticas, a partir da capacitação de profissionais da educação, atendimentos psicossociais, jurídicos e assistenciais às famílias das crianças e jovens e consultorias para adaptação de espaços.

A fundadora, Carolina Videira, foi motivada pela vivência com seu filho João, que tem a Síndrome de Pelizaeus-Merzbacher e, por isso, apresenta dificuldades para falar e se locomover. Como pontos essenciais de uma escola inclusiva, ela destaca, em um dos vídeos publicados pela organização, a acessibilidade arquitetônica, digital, do material pedagógico e da comunicação, além da presença de um núcleo na escola dedicado à inclusão.

Leia mais: Tecnologia assistiva: 11 ferramentas que dão acessibilidade a pessoas com deficiência

 

Processos para a mudança

Parte do processo de inclusão está no trabalho de desenvolvimento de autonomia, empatia e comunicação na comunidade escolar, habilidades que são verdadeiras necessidades no século XXI. Dessa forma, todos os passos tomados até que a inclusão seja estabelecida se tornam mais naturais e os medos e inseguranças desse processo sejam superados com mais facilidade.

Você, educador, tem papel fundamental no processo de inclusão de estudantes com deficiência. Por isso, é importante que esteja instigado a  refletir sobre os desafios e as demandas do novo contexto tecnológico. O curso Escola para todos: inclusão de pessoas com deficiência, disponível aqui na plataforma Escolas Conectadas, foi pensado justamente com esse objetivo.

A formação, mediada, gratuita e com carga horária de 50 horas, traz conceitos estruturantes sobre a inclusão em diversos panoramas sociais. Você vai se inspirar para abordar o tema sob diferentes perspectivas, além de receber subsídios para enfrentar os desafios e destacar as potencialidades de inclusão nas escolas, fazendo da diversidade uma realidade.

Inscreva-se, saiba mais sobre o assunto e coloque a inclusão em prática no ambiente escolar do qual você faz parte!

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