La Caixa Logo

Conheça a importância da educação antirracista no ambiente escolar

18/11/22

Saiba como a professora Ana Paula Silva utiliza a educação antirracista para trabalhar a valorização e autoestima dos alunos

Promover uma educação antirracista é um compromisso que, para dar certo, precisa contar com o esforço conjunto de todos os envolvidos no processo de ensino e aprendizagem. Afinal, quando se fala em estratégias de combate ao racismo, deve-se ter em mente que discurso e prática precisam andar lado a lado.

É o que afirma a professora Ana Paula Silva, 28, de Natal (RN). A educadora atua na rede pública de Natal dando apoio pedagógico a alunos típicos e atípicos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I e II. A professora comenta que sentiu que havia uma dissonância entre a diversidade de alunos que encontrava em sala de aula e os conhecimentos que eram transmitidos aos estudantes.

“Escolhi o curso da plataforma Escolas Conectadas pelo fato de estar em uma sociedade racista e preconceituosa, em que todos possuem uma visão minúscula de quem se é, de onde se vive e do que se pode ser. Cerca de 95% dos meus alunos são negros, porém não conhecem suas origens, cultura, história, valores e conceitos”, declara.

Ana Paula se refere à formação on-line Escola para Todos: Promovendo uma Educação Antirracista, disponível gratuitamente na plataforma Escolas Conectadas. Em suas aulas, a educadora dedica seu tempo a promover uma educação que, acima de tudo, forme um cidadão consciente de quem é.

“A baixa autoestima pode limitar o indivíduo para as questões sociais, pessoais e acadêmicas, o tornando um adulto inseguro, infeliz, que se vê como incapaz e até o levando a fazer escolhas arriscadas”, comenta.

Leia mais: O legado de bell hooks para uma educação antirracista

 

Projetos de diversidade e valorização racial

A professora Ana Paula conheceu a plataforma Escolas Conectadas enquanto fazia buscas na internet, ao pesquisar por temas novos e atuais, importantes para a sociedade. Quando encontrou o título Escola para Todos: Promovendo uma Educação Antirracista, se inscreveu no mesmo instante na formação. A professora declara que o curso ampliou seu repertório e abordagens sobre o tema.

“Me apaixonei pela abordagem e dinâmica dos materiais. O que mais me chamou a atenção durante a formação foi o fato da ambiência racial, pois nunca tinha ouvido falar sobre”.

Entretanto, não demorou para que a professora incluísse essa questão em seus projetos pedagógicos. Ela conta que seu primeiro projeto foi levar às escolas o valor do tema para a sociedade. “A abordagem que temos nas escolas do bairro sobre ambiência racial não é das melhores. Meu intuito é valorizar cada aluno, da maneira que são”.

Leia mais: 6 brinquedos e jogos para incentivar uma educação antirracista

 

Discurso e prática alinhados no ambiente escolar

De acordo com a professora, uma educação antirracista combate ativamente toda e qualquer expressão de preconceito, além de valorizar a contribuição histórica africana na formação cultural do Brasil. Mas, para isso, é preciso a participação de toda a comunidade.

“A comunidade precisa se reconhecer e fazer com que as nossas crianças cresçam nutridas de segurança emocional e donas da sua própria história, através do conhecimento de sua cultura”, declara.

Além disso, para a educadora, uma educação antirracista é fundamental para a construção de uma sociedade mais igualitária, garantindo também o direito à educação de qualidade a todos os indivíduos.

“Alguns alunos ainda têm limitações para entender que é uma pessoa negra. Muitos aspectos do nosso cotidiano contribuem para esse desatar, porém é necessária uma abordagem correta e iluminadora”, afirma.

 

Participe do Webinar Gratuito: Educação Antirracista

No mês em que celebramos o Dia da Consciência Negra, você, professor, tem a oportunidade de adquirir conhecimentos sobre a temática antirracista por meio dos conteúdos gratuitos oferecidos pela Fundação Telefônica Vivo:

  • No dia 23/11, às 19h30, participe do Webinar Gratuito: Educação Antirracista, com uma aula imperdível apresentada pelas educadoras responsáveis pelo conteúdo programático do curso Promovendo uma Educação Antirracista, da plataforma Escolas Conectadas. Haverá uma surpresa para quem acompanhar ao vivo a transmissão.  Clique aqui para se inscrever!
  • Realize, gratuitamente, o curso autoformativo Introdução à Educação Antirracista, com uma jornada prática e introdutória ao tema com acesso a planos de aula elaborados por professores de Educação Básica de todo o país. São 16 horas de curso, com direito à certificação. Clique aqui e participe!

E se você quiser se aprofundar no tema educação antirracista, assim como fez a professora Ana Paula, inscreva-se na formação completa Escola para Todos: Promovendo uma Educação Antirracista. O curso mediado tem duração de 50 horas e é oferecido, gratuitamente, pela plataforma Escolas Conectadas. 

Com período de realização de 21/11 a 19/12, a formação é 100% on-line e certificada pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. Inscreva-se!

Comentários


Escreva um comentário


Conteúdos Recentes

A Dupla Jornada do Professor Brasileiro: Quando o Trabalh...

Quando o sinal toca e os alunos saem pela porta da sala de aula, muitos acreditam que a jornada do professor chegou ao fim. A realidade, porém, é bem diferente. Para a maioria dos educadores brasileiros, o trabalho intenso continua em casa, transformando salas, cozinhas e quartos em extensões de suas mesas na escola. Este é o cenário invisível de uma dupla jornada que marca a vida profissional de milhões de docentes no Brasil.A Realidade da Rotina Pós-AulaUm professor que termina suas aulas às 16h ou 17h raramente consegue desligar-se das responsabilidades escolares. A verdade é que existe um universo inteiro de tarefas esperando para ser realizado longe das paredes da escola. Correção de provas, preparação de aulas futuras, elaboração de relatórios, planejamento pedagógico e comunicação com pais e responsáveis formam um dossiê diário que acompanha o educador para casa.Para muitos, essa rotina começa ainda no trajeto: aproveitam o ônibus, o metrô ou o carro para revisar notas ou pensar em estratégias didáticas. O trabalho não para quando você deixa a instituição escolar.Os Primeiros Passos: Chegada em CasaAssim que chega em casa, ainda com a energia do dia consumida, o professor frequentemente não consegue simplesmente descansar. Há aquele cafezinho rápido, talvez uma refeição ligeira, e logo vem o primeiro impulso: abrir o notebook ou folhear as pilhas de provas e atividades que traz na mochila.É comum que os docentes dediquem de uma a três horas diárias a esse trabalho doméstico. Alguns começam imediatamente após a chegada, enquanto outros preferem deixar para à noite, quando a casa já está em silêncio e há menos interrupções.A Maratona das CorreçõesCorrigir provas é uma das atividades mais demoradas e desgastantes da profissão. Um professor que trabalha com três, quatro ou até cinco turmas pode acumular de 60 a 150 provas por bimestre. Multiplicar isso por dezenas de atividades avaliadoras e o resultado é assustador: horas e horas gastas lendo, analisando erros e preenchendo anotações avaliativas.Em disciplinas como Português, História e Filosofia, onde o raciocínio crítico e a argumentação são centrais, a correção torna-se ainda mais laboriosa. Não é apenas marcar certo ou errado — é necessário entender o pensamento do aluno, identificar lacunas de aprendizado e fornecer feedback construtivo.Tudo isso acontece dentro de prazos apertados: na maioria das escolas brasileiras, os pais esperam ver as notas lançadas no sistema online em poucos dias. A pressão é real.Planejamento: O Coração do Trabalho InvisívelPreparar aulas de qualidade exige criatividade, pesquisa e dedicação. O professor não apenas segue um livro didático: precisa selecionar materiais complementares, buscar vídeos relevantes, adaptar conteúdos para sua realidade de alunos, pensar em atividades práticas e dinâmicas.Quantas vezes um educador passa a noite procurando a aula perfeita no YouTube? Quantas vezes mexe em slides, reorganiza apresentações, monta provas contextualizadas que façam sentido com a comunidade local? Essas horas de pesquisa e planejamento não remunerado são invisíveis, mas absolutamente necessárias.Muitos professores investem dinheiro do próprio bolso em materiais para enriquecer as aulas: livros, revistas, artigos, acesso a plataformas educacionais. Uma prática que, infelizmente, não é recompensada pelo Estado ou pela escola privada.Comunicação com Pais e ResponsáveisNa era digital, a comunicação entre escola e família ganhou novos canais — muitos deles monitorados pelos professores fora do horário de expediente. WhatsApp, e-mails, reuniões virtuais: todas essas demandas chegam além do horário comercial, especialmente quando há situações que precisam ser esclarecidas.Um aluno faltou muito? É necessário enviar mensagem informando sobre a ausência. Um responsável questiona uma nota? O professor precisa explicar os critérios da avaliação. Há orientações pedagógicas específicas? Elas precisam ser comunicadas de forma clara e empática.Muitos educadores relatam que recebem mensagens de responsáveis às 21h, 22h ou até mais tarde. E a expectativa de resposta é, frequentemente, imediata. Estabelecer limites nesse tipo de contato é essencial para a saúde mental, mas raramente é praticado.A Luta Contra a DesvalorizaçãoO que agrava ainda mais essa situação é que a maioria dos professores não recebe qualquer compensação financeira pelas horas trabalhadas em casa. Não há bônus por aulas preparadas além do esperado, não há aumento salarial por criatividade ou inovação pedagógica. É trabalho realizado por puro comprometimento profissional e amor à educação.Segundo dados de pesquisas educacionais, muitos professores brasileiros trabalham de 50 a 60 horas semanais quando somadas as aulas presenciais e o trabalho doméstico não remunerado. Para um salário que, em muitos estados brasileiros, ainda está abaixo do piso nacional, essa é uma realidade particularmente desanimadora.O Impacto na Vida PessoalQuando o trabalho não termina na escola, a qualidade de vida do professor sofre. Fins de semana costumam ser dedicados a correções e planejamentos. Férias escolares viram oportunidade para "colocar a papelada em dia". A separação entre vida profissional e pessoal fica cada vez mais tênue.Relacionamentos, tempo com a família, hobbies e lazer frequentemente ficam em segundo plano. Muitos professores relatam dormir menos, ter mais estresse, apresentar sintomas de burnout — síndrome do esgotamento profissional, cada vez mais comum na classe docente.A falta de reconhecimento social também pesa. Quando a sociedade visualiza o professor apenas dentro da sala de aula, ignorando todo o trabalho invisible, torna-se difícil reivindicar melhores condições de trabalho ou remuneração justa.Estratégias para Lidar com a SobrecargaDiante dessa realidade desafiadora, alguns professores conseguem desenvolver estratégias para melhorar a situação:Estabelecer Horários Limites: Definir que trabalho acadêmico não será feito após determinada hora é fundamental para preservar o descanso e a vida pessoal.Organização e Planejamento Antecipado: Preparar aulas com maior antecedência reduz a necessidade de atividades intensas de última hora.Compartilhamento de Materiais: Trabalhar colaborativamente com colegas, compartilhando planos de aula e recursos, diminui o trabalho individual.Uso de Tecnologia: Plataformas educacionais, ferramentas de correção digital e templates podem agilizar tarefas repetitivas.Autocuidado: Exercício físico, meditação e momentos de lazer não são luxo — são necessidade para manter a saúde mental.Conclusão: É Hora de Reconhecer a Jornada CompletaA dupla jornada do professor brasileiro é uma realidade que merece ser discutida, reconhecida e, acima de tudo, transformada. Enquanto sociedade, precisamos compreender que a educação de qualidade não é oferecida apenas durante 40 ou 50 minutos de aula. Ela é resultado de um trabalho intenso, criativo e muitas vezes invisível que continua para além dos muros da escola.Políticas públicas precisam reconhecer esse trabalho extra-aula como parte legítima da profissão docente. Escolas precisam estabelecer horários de trabalho que incluam tempo remunerado para planejamento, correção e comunicação com responsáveis. A sociedade precisa valorizar adequadamente quem educa seus filhos.Até lá, aos professores brasileiros que levam trabalho para casa todas as noites, oferecemos reconhecimento: seu comprometimento não passa despercebido. Você merecia ter sua jornada completa reconhecida e remunerada. Você merecia ter tempo de qualidade com sua família. Você merecia descansar.

0

Assista à Retrospectiva Escolas Conectadas 2025

Alerta de spoiler: você levou o prêmio principal!Em 2025, os educadores brilharam como verdadeiros protagonistas do cinema. Ao longo do ano, a plataforma Escolas Conectadas apoiou histórias dignas de vencer um Oscar. Por isso, nos inspiramos nas premiações do cinema para reviver os melhores momentos dessa superprodução da educação. Afinal, no palco das escolas, quem brilhou de verdade foram os educadores que nos acompanharam ao longo de mais um ano! Um elenco que inspira, ensina e muda histórias todos os dias.Confira a seguir uma prévia da Retrospectiva Escolas Conectadas 2025, e clique no botão abaixo para assistir na íntegra. Alerta de spoiler: você levou o prêmio principal!😉

0

Projeto utiliza poesia para incrementar relação da escola...

A iniciativa ‘Versos do nosso chão’ ganhou asas após professor realizar o curso gratuito Metodologias ativas: aprendizes protagonistasEm uma escola localizada no assentamento Caxirimbu, na cidade de Caxias, interior do Maranhão, a poesia encontrou um caminho diferente para nascer. Em vez de vir apenas dos livros, ela passou a brotar das memórias e da vida dos próprios estudantes.Assim surgiu a iniciativa “Versos do Nosso Chão”, criada pelo professor de Língua Portuguesa Luís Lima, que acredita que a literatura pode ser um espaço de reinvenção do mundo e de afirmação da identidade. “O projeto foi concebido para valorizar a poesia como forma de expressão cultural e dar voz aos alunos e à comunidade local, resgatando memórias, tradições e experiências do campo”, afirma o educador.Mediação e autoriaO impulso inicial veio de uma preocupação concreta. Após a pandemia, Luís percebeu que “a questão da leitura se complicou mais ainda na minha escola”. Era preciso criar novas pontes entre os estudantes e o ato de ler. Assim, antes de despejarem versos no papel, os jovens mergulharam em obras de autores ligados ao território e à cultura popular, como Cora Coralina e Patativa do Assaré. Depois, saíram para a comunidade: entrevistaram moradores, conversaram com artistas locais, visitaram diferentes expressões culturais e religiosas. Tudo isso para que, ao escrever, pudessem refletir criticamente sobre sua própria realidade. “Vamos romper com a prática de pegar uma leitura já consagrada e praticamente a recriar; vamos ler essas obras para embasar as nossas poesias”, explica o professor.E funcionou. A sala de aula se abriu para novas vozes – inclusive de estudantes mais tímidos. “Quando eu falava para eles, sempre destacava: nós vamos fazer poesias autorais. Eu vou somente mediar. O conhecimento é para vocês, que serão os protagonistas totais.” Para além da escolaAssim, em oficinas criativas, cada aluno criou seus próprios versos, combinando memórias, histórias da comunidade, reflexões sociais e um forte senso de pertencimento. O resultado tomou forma em sarau, mural poético, apresentações dramatizadas e um livreto autoral que encantou todos que o folhearam.O impacto atravessou os muros da escola. Famílias receberam visitas e puderam acompanhar de perto o processo criativo dos filhos. Muitos elogiaram a iniciativa: “Ainda não tinha existido essa proximidade de professores visitando os pais de alunos”, conta Luis. A comunidade percebeu o valor do projeto, e os próprios jovens se reconheceram enquanto criadores.Capa do livreto Versos do Nosso ChãoPara Luís, a iniciativa também foi marcante: “Esse projeto me trouxe a certeza de que eu estou fazendo o que gosto. Fiquei maravilhado, não só pelo reconhecimento da comunidade, mas pelo reconhecimento do próprio aluno.”Da formação à práticaO educador destaca que o projeto ganhou forma e aprofundamento após sua participação no curso gratuito “Metodologias ativas: aprendizes protagonistas”, da plataforma Escolas Conectadas. “A formação foi essencial para a criação da prática, orientada pelo protagonismo dos aprendizes”, afirma.Segundo ele, o curso ampliou sua compreensão sobre inovação pedagógica – especialmente aquela que não depende apenas de tecnologia, mas de escuta, mediação e construção coletiva. “Inovação não é só trabalhar com tecnologia: é dar voz aos estudantes.”A formação lhe deu ferramentas para identificar dificuldades, orientar processos, fortalecer a autonomia dos estudantes e transformar a sala de aula em um espaço vivo de experimentação literária. “O curso ampliou esse campo de experiência, trouxe apoio para nortear mais o aluno e fazer ele reconhecer que é o verdadeiro protagonista do próprio aprendizado.”

0

Com seus celulares, alunos retratam a comunidade e reflet...

Educadora baiana criou projeto de fotografia após realizar a Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores“Um manifesto silencioso realizado pelos estudantes, por meio das linguagens não verbal (fotos) e verbal (textos).” É dessa forma que a professora de artes Marenice Costa define o projeto Visões do Cotidiano, que implementou com suas turmas do 3o ano do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Estadual Kleber Pacheco, localizado em Salvador (Bahia).A iniciativa propõe que os estudantes captem, através de fotografias feitas no celular, a realidade e os problemas sociais enfrentados pela comunidade Saramandaia, na qual a escola está inserida. Entre essas questões estão a falta de saneamento básico, o descarte inadequado de lixo, o crescimento desordenado e o abandono de animais. “Foi lindo ver o senso crítico desenvolvido por eles, apresentando as questões sociais que estão presentes no dia a dia e que tinham urgência de serem reveladas”, avalia a educadora.Marenice ao lado da exposição Visões do CotidianoRecentemente, a comunidade foi palco de uma tragédia de proporção nacional. No final de 2024, após fortes chuvas, houve um soterramento no local, resultando em quatro mortes – incluindo um ex-aluno da escola. Segundo Marenice, o colégio prestou apoio, arrecadando roupas e alimentos para minimizar as perdas das famílias.Texto e imagem para enriquecer o aprendizadoTambém professora de Língua Portuguesa, Marenice estimulou que, para além dos registros visuais, os estudantes também produzissem um pequeno texto refletindo sobre aquela imagem, como forma de denúncia.Com o material pronto, a professora organizou uma exposição que reuniu mais de 20 fotografias. Inicialmente, duraria uma semana, mas a repercussão foi tamanha que acabou durando um mês. “As imagens foram tão cuidadosamente captadas que muitos visitantes acharam que as fotos não eram autorais”, conta.Fotografia e legenda do aluno Paulo OliveiraA educadora enfatiza que o Visões do Cotidiano não apenas incentivou os alunos a desenvolverem um olhar atento e sensível aos problemas sociais de sua própria comunidade, mas também os colocou como protagonistas. “Eles tiveram a oportunidade de registrar imagens de denúncia e criar narrativas exclusivas sobre os cenários que observaram, enriquecendo ainda mais o aprendizado.”Imersão Ferramentas DigitaisFoi após realizar a Imersão Ferramentas Digitais na Prática para Professores, em 2024, que a educadora teve a inspiração para criar o projeto. Durante a formação, Marenice destaca especialmente o módulo “Use fotografias e vídeos para criar aulas mais atrativas”. “Há algum tempo conheço o Escolas Conectadas. A Imersão foi de grande ajuda na elaboração do projeto, pois apresentou a imagem como um poderoso meio de registro, memória, crítica e expressão — um recurso valioso de comunicação. Oferecer aos alunos a chance de se expressarem por meio da fotografia revelou-se uma estratégia enriquecedora em várias áreas do conhecimento”, reflete.Fotografia e legenda da aluna Edna dos SantosEla ainda cita que a prática com dispositivos móveis para a produção fotográfica está alinhada ao conceito de mobile learning (aprendizagem móvel), que propõe uma educação mais flexível, acessível e personalizada, com o uso de ferramentas como tablets e smartphones. “É um modo de explorar essa tecnologia que está presente na vida de todos: o celular. Embora fotografar e tirar selfies seja algo comum, as orientações aprendidas no curso foram fundamentais. Aprendemos técnicas e dicas inspiradoras para colocar a mão na massa e, sobretudo, colocar as câmeras nas mãos dos alunos.”Este conteúdo integra a seção Conectando Práticas!Assim como outros educadores que concluíram os cursos da plataforma Escolas Conectadas, Marenice compartilhou conosco de quais maneiras a formação impactou positivamente as suas práticas pedagógicas. Quer ter sua experiência divulgada? Faça como elas e preencha o formulário ao concluir o curso!

0